A água é nossa principal fonte de vida, seja para humanos, seja para os animais. 70% da superfície do planeta está coberta por ela, e o desenvolvimento da civilização, desde os primeiros passos da agricultura no mundo até a revolução industrial, é baseado neste recurso natural.

Na produção animal, a água é o nutriente essencial mais importante e exerce papel fundamental em inúmeras funções orgânicas indispensáveis a saúde dos animais. Além da importância na alimentação, é utilizada na higienização das instalações, no controle de temperatura ambiental e como veículo de vacinas e medicamentos.

Por isso, quanto melhor forem as condições físicas, químicas e microbiológicas da água, melhores serão os resultados das granjas. Mas a sua importância ainda é subestimada e, na maioria das vezes, esquecida pelos produtores e técnicos (MACARI, 2012).

A Theseo Saúde Animal possui uma solução completa para limpeza de tubulação contando com o SanoClin®, detergente alcalino para remoção de resíduos orgânicos, o SanoAcid®, para remoção de resíduos minerais, além do ácido peracético, utilizado como sanitizante após o processo de limpeza.

Além disso, compartilhamos aqui informações que agregam mais eficiência na sua rotina de higienização, para você manter a máxima qualidade microbiológica da água da sua produção. Confira!

Como a baixa qualidade da água afeta a produção animal?

O uso da água de baixa qualidade em produção animal interfere nos índices zootécnicos e dissemina enfermidades, provocando graves prejuízos econômicos.

Com o uso intensivo e contínuo das instalações, pode ocorrer acúmulo de matéria orgânica e resíduos minerais dentro das tubulações de água, gerando um ambiente favorável para geração de biofilmes.

Biofilmes são geralmente constituídos por diferentes espécies de microrganismos e formam-se sobre uma grande variedade de superfícies que estejam expostas à água ou outros líquidos.

Pesquisas mostram que microrganismos aderidos a biofilmes podem tornar-se de duas a 3000 vezes mais resistentes à ação dos mais diversos desinfetantes. Esta maior resistência se dá pela presença da matriz polissacarídica, que envolve o agrupamento microbiano do biofilme.

Além disso, bactérias presentes nos biofilmes são mais refratárias a antibióticos e são parcialmente imunes à ação de células fagocitárias.

As bactérias mais comuns em biofilmes superficiais são (SESTI, 2005):

  • Salmonella spp.;
  • Pseudomonas;
  • Staphylococcus;
  • E. coli.;
  • Yersinia enterocolitica.

Figura 1 - Etapas da formação do biofilme (adaptado de MACEDO & ABRAHAM , 2009))

Figura 1 - Etapas da formação do biofilme (adaptado de MACEDO & ABRAHAM , 2009))

Atenção! Nem toda solução faz a limpeza 100% eficaz da tubulação de água

O uso de acidificantes e promotores que contenham vitaminas, açúcares e minerais também pode criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do biofilme em sistemas fechados de distribuição de água (CARDIM, 2016).

Em locais onde a água apresenta altas concentrações de sais, há deposição de resíduos minerais nas tubulações, resultando em incrustações que fornecem substrato ideal à formação do biofilme, podendo também reduzir o fluxo de água e danificar ou prejudicar o funcionamento de nipples e chupetas.

3 dicas Theseo para você limpar a tubulação com máxima eficiência

  • A adoção de programas regulares de limpeza e desinfecção das linhas de distribuição de água é medida fundamental, recomendando-se que seja realizada a cada saída de lote (DE AVILA et al., 2007; VIOLA et al., 2011; OIE, 2015).

  • Utilizar somente solução hiperclorada para a limpeza das tubulações não é uma boa opção, porque isto não representa um limpador efetivo, além de danificar os reguladores de pressão de água e bebedouros devido ao destacamento de placas de material orgânico e mineral. A utilização de alto fluxo e alta pressão de água nos sistemas, também não é suficiente para remover biofilmes já estabelecidos (BIERNAR et al., 2011).

  • Para remoção eficaz de biofilmes e incrustações na tubulação, deve-se empregar tratamentos químicos com detergentes alcalinos clorados, combinados com a aplicação de detergentes ácidos, além de sanitizantes oxidantes com ação biocida, como o ácido peracético, já que estes apresentam maior poder de penetração no biofilme (CARDIM, 2016; SCHERRER & MARCON, 2016).

Figura 3 - Antes e depois de protocolo completo de limpeza com utilização de detergente alcalino, detergente ácido e sanitizante oxidativo.

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